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Não me culpo mais: Parte 2 — A segunda mensagem que não consegui apagar

Não me culpo mais: Parte 2 — A segunda mensagem que não consegui apagar

845 words 4 min read 236 reads Sep 11, 2026 Movies Best
Ela não imaginava que uma única mensagem de um homem do passado despertaria nela algo que julgava ter morrido há anos. Entre um marido que finalmente a vê e Karim, que notou sua tristeza, chega uma terceira mensagem que pode mudar tudo.
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Não dormi naquela noite.

A mensagem permaneceu brilhando em minha mente mais do que brilhava na tela:

**"Uma mulher como você não deveria estar triste assim."**

Uma frase comum.

Qualquer pessoa que a lesse diria que era apenas um elogio barato.

Mas para uma mulher que não ouvia palavras bonitas há meses...

Foi como dar água a um sedento no deserto.

Quem era?

Abri o número.

A foto estava vazia.

O nome não estava salvo.

Mas eu me lembrei.

Era um colega antigo da universidade.

Nunca houve nada entre nós.

Apenas um admiração silenciosa que morreu antes mesmo de nascer.

Ele era o único que me chamava:

**"A teimosa bonita."**

Porque eu discutia com todos os professores e não cedia facilmente.

Pensei por muito tempo...

Depois escrevi:

**"Quem é?"**

Ele respondeu em menos de um minuto, como se estivesse esperando, com o telefone na mão:

**"Sabia que você se lembraria de mim... sou o Karim."**

Meu coração disparou.

Não de amor.

Mas de medo.

Medo de mim mesma.

Ele escreveu depois:

**"Vi sua foto por acaso. O mesmo olhar... mas a tristeza nele ficou maior."**

Quis escrever:

**"Não me contate."**

Quis bloqueá-lo.

Quis ser a esposa forte que fecha a porta para qualquer vento que tente entrar em sua casa.

Mas minha mão não o fez.

Escrevi apenas:

**"Estou casada."**

A resposta dele veio:

**"Eu sei... e sei que você é mais leal do que deveria, até em detrimento de si mesma."**

Foi essa a frase que não consegui apagar.

**Mais leal do que deveria... até em detrimento de mim mesma.**

Sim.

Eu era leal a um lar que já não me ouvia.

A um homem que dormia ao meu lado e me deixava sozinha.

À imagem da mulher forte que desenhei para mim mesma...

Enquanto, por dentro, eu me corroía em silêncio.

Pela manhã, meu marido acordou.
Bebeu seu café.
Vestiu suas roupas.
Passou por mim, parada na cozinha, com as mesmas roupas que usava desde a noite anterior, olhos inchados de insônia.

Ele não disse:
**"O que há com você?"**

Não perguntou:
**"Você dormiu?"**

Nem mesmo:
**"Por que seus olhos estão assim?"**

Olhou para mim e disse apenas:
— A camisa azul não foi passada?

Eu respondi:
— Não.

Ele disse:
— Tudo bem.

E saiu.

Naquele momento…
Eu não chorei.
Sorri.
Um sorriso frio que me assustou a mim mesma.
Porque entendi algo cruel:
**Se eu desaparecesse hoje, talvez ele procurasse pela camisa azul antes de me procurar.**

Abri meu celular.
Havia uma nova mensagem de Karim:
**"Não quero nada de você. Apenas não apague sua luz para iluminar uma casa que já não vê seu brilho. Você merece que alguém lhe pergunte: como está seu coração hoje?"**

Li a leu.
Uma vez.
Duas vezes.
Depois fechei o celular.
Mas não apaguei a mensagem.
Deixei-a lá...
Como um pequeno pecado que ninguém vê.
Mas eu vejo.
Entrei no quarto.
Abri o armário.
E lá atrás havia um vestido que não usava há dois anos.
Eu o havia escondido depois que meu marido disse uma vez:
**"Veste algo mais coberto."**
Tirei-o.
Vesti-o.
Passei meu perfume antigo.
Deixei meu cabelo solto.
Depois fiquei em pé diante do espelho.
Não estava me arrumando para o Karim.
Nem tentava provocar meu marido.
Só queria ver a mulher que eu havia esquecido.
A mulher que sorria.
Que se amava.
E olhava para o espelho sem perguntar:
**"Qual é o meu defeito?"**
À noite, ouvi a chave na porta.
Meu marido voltou.
E pela primeira vez em anos...
Não corri para recebê-lo.
Fiquei sentada diante do espelho.
Ele entrou no quarto.

Ele me viu.
Parou.
Olhou para mim por um longo tempo.
Como se me visse pela primeira vez depois de uma ausência.
Disse, com genuína surpresa:
— Lewin, para onde vais?
Olhei para ele através do espelho.
Depois respondi, com uma calma que ele não estava acostumado a ouvir de mim:
— Nem lugar... Eu ia para mim mesma, mas voltei.
Ele permaneceu em pé.
Confuso.
Como se a frase não tivesse passado facilmente por ele.
Pela primeira vez em meses...
Ele estava realmente a olhar para mim.
Não para as minhas roupas.
Nem para a comida.
Nem para a casa.
Para mim.
Mas, no mesmo instante...
O meu telemóvel vibrou no meu bolso.
Uma vez.
Depois, uma segunda vez.
Baixei os olhos para ele.
Era uma nova mensagem de Karim.
A terceira mensagem.
Estendi a mão em direção ao telemóvel...
Depois parei.
O meu marido ainda estava em pé atrás de mim.
Olhando para mim.
E Karim esperava atrás de um pequeno ecrã.
E eu estava no meio...

Entre um homem que finalmente começou a me notar, e um homem que me notou antes mesmo que eu pedisse.

Não abri a mensagem.

Mas também…

**não a apaguei.**

**Fim da Parte 2.**

O que vocês acham…

Vão abrir a terceira mensagem e entrar em um ciclo do qual talvez não consigam sair?

Ou será que o olhar embaraçado do marido será o início do seu retorno a ela?

Deixem sua opinião 👇

**Parte 3:**
**"Quando finalmente ele notou."**

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